escola
178 palavras emsonhei sobre a chuva
molhando meu apartamento
em chamas
você dizia sobre
meu jeito de
ser, estar, amar
sua irmã, curiosamente
xingava a Maria na varanda
no arrepio da minha espinha
para o alívio de um desentendimento
é tudo um mal-entendido, não é?
não entendi você, você não me entendeu
não “nos encaixamos nos limites”
de limites
dos poucos
que
tenho
conquistei
à revelia de pessoas
como você
qual o problema de minha mão
estar ali?
qual o problema da fala
não sair?
qual o problema de ligar pouco
e mexer muito?
um de cada vez,
ou é a tudo?
que porra de futuro
do ontem, do não-feito
é esse?
você quer ir comigo
e com caronte juntos?
ai, os motivos
são muito bons, não?
limites que
consequenciam
uma pessoa ilimitada
qual a solução possível
para o estado de coisas
nessa dualidade desejada
por mim, ia
por mim, a mão ia ali
por mim, dava
por mim, a princesa
quebraria a quarta parede
ficou como um deserto
de real
a deus, até
ilusão
de algo mais